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riscos_e_rabiscos

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Carta Ao Pai Natal

 

Caro Pai Natalinho,

 

Este ano, com a crise que se sente em todos os lares por este país afora à beira mar plantado, quero apenas pedir-te uma coisinha… uma prenda singela… é mesmo coisa pouca… simples até.

 

Tenho sido uma menina boa e ajudado o próximo, dou muitas descascas benesses e muitos TPCs reforços positivos aos meus alunos. Só quero o bem deles.

 

Lavo os dentes depois das refeições, lavo as mãos depois de andar nos transportes públicos, ofereço lenços de papel ao ranhoso mais próximo e até rezo uma oração antes de ir para a cama.

 

Não roubei nenhum osso ao Pimentinha nem comi nenhum biscoito do Bóbi. Se desapareceram foi porque devem ter sido abduzidos por algum canídeo extraterrestre.

 

E agora vou fazer-te o meu pedido para a prendinha que eu mais queria neste Natal. Concordas que mereço, não concordas? Tenho-me portado bem, não tenho?

 

É que tem-se feito muita falta… esta está velha e a pedir substituição pois de tanto uso está completamente desgastada.

 

Aquilo que eu mais queria era…

 

UM NARIZ NOVO!!!

 

 

 

Tou farta de tanto espirrar…!

 

 

 

 

 

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Um Friozinho...

 

Sou uma pessoa que detesta vestir quilos de roupa. Não sou muito friorenta, acho que é uma questão de genes pois a minha mãe é como eu. E não me venham cá com as teorias das camadas adiposas e blá, blá, blá, porque quando eu era “magra” também não era friorenta.

 

Até vos digo mais – e agora arrepiem-se -, nos Invernos menos frios costumo apenas vestir uma camisola e um casaco. E não, não uso casacos felpudos nem camisolas com 10 centímetros de grossura.

 

Ainda não tinha sentido frio na rua até ontem. Tenho a leve sensação que só desde ontem é que o Inverno invadiu o meu “microcosmos”. De manhã e de tarde até que a coisa foi. Uns cafezinhos para aquecer o corpo e a alma, uns gritinhos intimidatórios aos putos serviram para manter uma temperatura corporal agradável.

 

O pior foi mesmo quando sai do colégio. Após uma dúzia de passos, comecei a debater-me contra o frio. Chego à paragem do bus – sim, sou gaja utilizadora de transportes públicos – e sento-me para ver se me consigo esconder do friozinho. Nada feito! O gajo apoderou-se de mim de tal maneira, que me enregelou os ossos, a musculatura e as camadas adiposas até não me poder mover.

Quando o meu bus chegou, já eu tinha criado estalactites e estalagmites no nariz e pestanas e tinha as sobrancelhas cheias de flocos de neve.

 

Frio sim mas tanto também não. E gelo? Só em forma de neve… mas fixe, fixe era no Natal, não?

 

Da História Infantil Para A Realidade

 


Este fim-de-semana foi de festa para mim: a minha afilhada fez 4 aninhos. Os pais decidiram alugar um espaço (quase de graça) em vez de fazer a festa em casa. Apesar dos tempos de crise, uma criança merece sempre uma festinha de anos e como compareceram muitos coleguinhas do infantário, até foi melhor assim. Pelo menos poupou-se uma valente arrumação e limpeza à casa, crianças a correr e a esbarrar nos móveis e algumas possíveis queixas de vizinhos.

 

A criançada andava doida. Podiam andar de escorrega e baloiço, correr livremente e havia ainda pintura facial e balões. As miúdas estavam o máximo com borboletas pintadas na cara, os rapazitos é que não estavam nada de especial, exceptuando um bebé que estava um gatinho delicioso.

 

Chegada a hora de partir o bolo, miudagem toda teve vontade de ir verter águas. Gerou-se uma confusão de entra e sai da casa de banho que nem vos digo nada. E o pior é que a criança que está dentro de mim - talvez influenciada pelas outras – teve uma vontade daquelas de lá ir também…

 

Mal chego à casa de banho, notei que ela era muito estranha, com portas minúsculas que nos davam quase à cintura. Pensei que aquela devia ser uma casa de banho de criança, uma vez que outrora aquelas instalações tinham sido uma escola primária.

 

Desloquei-me até à recepção onde eu tinha visto uma cabeça cabisbaixa, à qual era impossível associar um género sexual. Perguntei delicadamente onde era a casa de banho das senhoras. Uma cabeça ergue-se atrás do balcão e… eu ia tendo duas coisinhas más!!!

Vejo uma cara estranhíssima: três cabelos de rato todos oleosos a cobrir a cabeça, um par de olhos pequenos tipo azeitona, uma boca de meter medo que, depois de aberta, mostrava três ou quatro dentes tão espaçados que dava para passar por lá um garfo repleto de comida, sem ter que mexer mais nada a não ser arreganhar as beiças um pouco. Para completar o quadro, havia ainda uma corcunda.

 

Balbucia uma resposta que eu entendi ser que só existia aquela a única casa de banho (pelo menos de acesso permitido).

Resignei-me e lá entrei eu na dita cuja. Senti-me sei lá o quê pois não havia privacidade nenhuma. O pior mesmo é que uma pessoa sentava-se e se alguém entrasse, nem nos via. Enquanto lá estive, tive três visitas inesperadas!

   

Cortou-se o bolo, transformaram-se os balões em espadas, flores e cãezinhos, quando um miúdo me pediu água. Vi que os chãos das casas de banho tinha, sido lavados e nem me atrevi a meter lá os pezinhos. Fomos à cozinha. Tive mais um encontro com a corcunda de notre dame. Perguntei se podia dar água ao miúdo. Respondeu-me com um grunhido e muita má vontade, que eu ignorei. Abri a torneira e (deve ter sido praga dela) apanhei um banho descomunal. Mas dei água ao puto!

 

Jamais na minha vida esperei encontrar uma personagem de uma história infantil numa festa de aniversário. Ainda por cima o tema da festa da minha afilhada era a Hello Kitty. Tem tudo a ver, né?!

 

Artesanatices

 Caros amigos blogueiros, resolvi criar mais um blog para mostrar as minhas artesanatices.


Não está lá tudo o que eu vos quero mostrar porque ontem, o raio do verde viscoso com pernas e a minha net fizeram complot e recusaram-se a colaborar. Alegaram que estava muito frio... Já viram isto?!?!


Vou actualizando com novidades. Digam lá o que acham... 

 

 

 

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Apanhem-no Se Conseguirem!

Sexta-feira, último dia da semana. Mais um dia rotineiro de levantar, tomar o pequeno-almoço, preparar as coisas, almoçar e ir para a escola. Mas esta sexta-feira não iria ser igual à outras. Algo inesperado aconteceu.

 

Estava eu literalmente soterrada no meio da minha papelada, lápis, canetas e dossiers, quando o meu telemóvel toca. Era o meu irmão. Huummm... quase hora de almoço, deve ser para avisar que não vem almoçar. Mas porque ligou para mim em vez de ligar para a progenitora?

 

Atendo o telemóvel e oiço uma voz muito aflita do outro lado: "Mana, o Bóbi fugiu!!!!"

Caiu-me tudo aos pés... "Fugiu? Mas como? Diz ao pai para irem de carro à procura deles nas redondezas."

Como o cão está habituado a andar de trela, fiquei preocupada que ele pudesse ser atropelado por algum carro. E porque sei - por experiência própria - que ele à solta desata a fugir que nem um doido.

O meu irmão tinha muito receio que alguém o apanhasse e ficasse com ele pois o cão é bonito e está sempre a ser cobiçado. Mas o Bóbi de parvo não tem nada e só se deixaria apanhar por alguém que ele conheça muito bem.

 

Deduzi que ele iria dar umas corridas valentes e depois fosse ter com o meu pai e irmão ou viesse para casa. São apenas os caminhos que ele conhece e espertalhão como ele é...

Eu e a minha mãe saimos para a rua para o procurarmos enquanto avisávos todos os que encontrámos que o tentassem agarrar caso o encontrassem.

 

Resultado, o senhor Bóbi resolveu pregar a partida de se soltar, correu que se fartou e voltou ao local de partida. Ao que parece, eram algumas sete ou oito pessoas atrás dele a tentar agarrá-lo e ele estava todo contente porque pensava que estavam a brincar com ele. Quanto mais o pessoal corria, mais o Bóbi lhes fugia.

 

Este cão é mais doido que eu sei lá o quê... Já vos contei que ele come ao garfo?!

 

 

 

Coisas da Paixão

 

Saio da aula de uma turma e dirijo-me à porta de outra sala para mais uma sessão. Encontro a L. com um ar muito enigmático e sonhador encostado à porta. Nada típico do comportamento esfusiante e saltitante dela.

 

- Olá L.!

 

- Ai teacher… estou tão apaixonada pelo Billy dos Tokio Hotel… (inclina a cabeça para o lado e rodopia sobre si mesma) Como não tinha nada para fazer, estava a beijar a porta!

 

- Hã?! A beijar a porta?! (digo-lhe conforme abro a porta e entramos na sala) Esta miúda perdeu uns parafusos! (finjo que lhe aparafuso qualquer coisa na cabeça).

 

- É verdade!

 

- E os teus pais sabem disto?

 

- A minha mãe até já me apanhou a beijar a almofada…!

 

- Ó L., tu não tens idade para estas coisas… (penso nesta pirralha de 7 anos e a fazer já projecções para quando ela tiver 14 ou 15 anos e a imaginá-la punk ou gótica ou algo do género)

 

- Tenho sim!!! (diz ela com toda a convicção do mundo!)

 

-  (e com esta calou-me!)

 

A História dos Mortos

 

Quando a minha mãe era pequena e ainda vivia Além-Tejo, morreu um rapaz na terra. Era costume lá na terra, atarem as mãos dos mortos com uma fita, em posição de oração. Desconheço a razão. Talvez para chegarem mais rapidamente junto do criador, talvez para expiar os pecados, talvez… mas isto sou só eu a especular.
 
Estava a minha mãe e os restantes habitantes da aldeia a velar o morto quando, subitamente, a fita se desata e caiem as mãos do morto. Isto causou tal comoção e impressionou sobremaneira a minha mãe, que a partir desse dia ela nunca mais foi capaz de lidar com a visão ou a ideia de um morto.
 
Não vai a funerais a não ser àqueles que nunca poderá faltar, dos entes mais queridos. De resto, se ela pressentir ou souber da presença de um morto, fica aflita e a imaginar mil e uma maneiras de contornar a situação, de não ter de passar por ela.
 
Anteontem morreu um vizinho velhote que morava no piso abaixo do meu. Muita idade, cancro nos pulmões e muita solidão. A mulher de vez em quando lembra-se e dá umas choradinhas, género carpideira, pois quando ele precisava, ela andava metida em bailes, excursões, cantos corais e ranchos folclóricos. O velho esteve 24 horas à espera que viesse o delegado de saúde. Pobre homem que já devia ter descansado há mais tempo.
 
Para a minha mãe isto foi um problema valente. Para sair e entrar em casa, desenvolveu um método quase cirúrgico com receio que o morto esteja a ser levado de casa e ela se cruze com ele ao regressar.
 
Singularidades de uma mãe que é tesa e teimosa que nem uma mula, determinada e com a aceleração no máximo (turbo mesmo…) mas quando toca a estes assuntos , regressa ao seu estado de menina.

 

 

E Ninguém Me Avisou?!

Bom... chego eu a casa, descansadinha da escola, depois de distribuir os testes que passei todo o dia de ontem a ver, entro no meu PC pronta a degladiar-me com a minha multifunções que mandei de férias forçadas e agora não lhe apetece voltar a dar ao jacto de tinta e... tumba! Apanho um choque destes!

 

Quer dizer, toda a gente sabia e ninguém me avisou... hummm!

 

Acho que o sapo adivinha sempre quando estou a precisar de um miminho verdusco e um colinho viscoso.

Assim tenho de dar a mão à palmatória... Pronto, eu sei que por vezes atribuo-te predicados menos elogiosos, admito-o, e que aquela famosa receita culinária foi uma pequena maldade minha mas... já sabes como eu sou.

 

Mais uma vez obrigada à equipa do sapo pelo destaque e a todos que ainda têm a paciência de passar por aqui e deixar um comentário, mil obrigados pelo tempo dispendido e mil beijinhos pelo carinho sempre demonstrado.

 

 

 

A Maior Apreensão do Século...

 

Não resisti a copiar algumas partes e colocar aqui.... Isto só demonstra o quão ridículo a inflexibilidade pode ser:

 

Cerca de três centenas de manifestantes, entre alunos e professores, obrigaram esta tarde a Ministra da Educação a abandonar a cidade de Fafe, sem cumprir o evento que tinha programado. Com palavras de ordem e ovos, os protestantes nem deixaram a ministra pôr o pé fora do carro.

( ... )

Após este incidente chegaram ao local mais reforços da GNR que controlaram a situação. No entanto, há a registar a identificação de alguns alunos e a apreensão de algumas caixas de ovos.

 

 

Bom... pelo menos sempre se aproveitaram uns ovinhos para o jantar e a senhora ministra nariz-empinado saiu incólume da situação... como sempre!

 

O Regresso

Após quase um mês de interregno, resolvi regressar ao meu blog  de que gosto tanto.


Não me encontro muito bem de saúde e, este facto aliado à desmotivação levaram-me a um certo afastamento do meu pequeno espaço de escrita.


Foi uma pausa necessária e reflectida. Há alturas em que é preciso parar um pouco. E este momento foi uma dessas fases.

 

Não conseguia regressar ao meu blog com aquele ar tão clean e romântico, por isso, decidi que teria de fazer um template radicalmente diferente daquilo a que eu estou habituada e a que vos habituei.

 

Espero que vos agrade. Faltam alguns ajustes mas a paciência nestes dias é muito pouca. Com o tempo irei corrigindo os pequenos pormenores.  

 

Eu voltei, espero que vocês voltem também!